A arquitetura é, ou, pelo menos
deveria ser, reflexo do momento histórico, das relações políticas, econômicas e
sociais vigentes, em um sistema de causa e efeito. Trata-se de uma ferramenta
potencialmente influente de crítica às condições de realidade e um instrumento
“chave” de transformação social, por meio de sua forma a arquitetura questiona,
confronta, incita, impõe. Porém os profissionais de arquitetura e urbanismo
atuais têm mantido seu foco em um mercado muito reduzido, dito de luxo,
considerado como a produção arquitetônica de
sucesso, o que restringe muito seu campo de atuação a uma pequena parcela
da sociedade, em detrimento à outra menos ostentosa, menos admirável, criando
um distanciamento da realidade brasileira e subestimando as muitas
possibilidades intrínsecas à profissão. Essa é uma lógica segregadora que
coloca a arquitetura em uma posição de elitização, que não é própria dela. A
arquitetura deve possuir um caráter social, voltar-se para a cidade como um
todo, buscando um modelo de atuação política a partir das demandas da sociedade,
integrando as diversas áreas, propondo melhorias, arquitetônicas e
urbanísticas, e questionando padrões que mereçam ser discutidos. Fazer
arquitetura não é apenas ordenar e organizar um espaço para determinada
finalidade, vai muito além.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Árvores giratórias de Diller Scofidio & Renfro
Como alternativa à áreas tornadas obsoletas, subutilizadas ou mesmo abandonadas e em estado de depredação, propõe-se o processo de revitalização, que consiste na reestruturação desses espaços, articulando inovações, melhoramentos e inserindo em tais áreas elementos atrativos que despertem, de certa forma, a atenção e o cuidado da população local. Na cidade de Liverpool, na Inglaterra, uma área industrial degradada, situada em um ponto estratégico no centro da cidade, passou por um processo diferenciado de revitalização, reinventando a idéia tradicional de espaço público. Árvores giratórias são os elementos atrativos, em velocidades diferentes de rotação elas evolvem o espectador, invertendo os papéis, a natureza não é mais o elemento estático à espera da ação humana. Bancos para descanso e playgrounds já não são suficientes para despertar a atração do homem atual, imerso a uma realidade tecnológica e informatizada. A tecnologia entra nesse cenário proporcionando uma nova interpretação da paisagem, que se reconfigura a todo momento, em um movimento totalmente avesso àquele a qual estamos acostumados, e que por assim ser nos atrai.
Assinar:
Comentários (Atom)